«Depois de uma passagem pela Feira do Livro de Leipzig, o colunista Ricardo Domeneck comenta os prazeres e desprazeres de visitar eventos do mundo editorial – importantes, porém cansativos.
Claro, talvez seja maravilhoso estar sob os holofotes, para um grande mágico das vendas de páginas aos milhares. Mas para os que estão acostumados a certa calma, a outra velocidade de apreensão das coisas e das palavras, a sensação é de que a palavra "feira" é realmente a mais adequada. Como naquelas feiras de rua em Pinheiros, onde o vendedor de pepinos tenta gritar mais alto do que o vendedor de cebolas, enquanto a máquina de garapa mói a cana-de-açúcar, e os vizinhos brigam na tenda do pastel.
Os estandes são abertos. Durante as leituras, por exemplo, no Fórum de Tradutores, o estande da França logo em frente havia tido a ideia estapafúrdia de convidar seus visitantes a rodar uma roleta com palavras em francês, uma espécie de Roletrando fazendo seu trac-trac-trac, enquanto poetas e romancistas tentavam pronunciar cuidadosos suas palavrinhas suadas.
Nos corredores e cafés improvisados pelos pavilhões, adolescentes suados perambulavam vestidos como personagens dos livros de Harry Potter, Senhor dos Anéis, e só orixás sabem de que outras séries de livros de fantasia. Percebi que estava mal informado sobre os últimos sucessos do gênero. Só me perguntava: "Que criatura azul é essa?" » Ler aqui.
quarta-feira, 28 de março de 2018
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