Manual de sobrevivência para tradutora principiante de um calhamaço com quase 500 páginas:
- não olhar para o número de páginas que faltam.
- não pensar que no fim ainda falta a revisão.
- fazer uma pausa para comer uma torrada, uma banana, um iogurte, uma bolacha, uma maçã, e o que mais houver.
- fazer uma pausa para fazer qualquer coisa em que não seja preciso usar os neurónios, durante cerca de 5 minutos, tipo vir ao Facebook, ou olhar para a morte da bezerra, ou jogar cookie jam, ou em actividades aparentemente mais interessantes, como estender a roupa ou lavar a loiça ou varrer o chão.
- não perder muito tempo a pensar no facto de estarmos a lavar os pratos ou a limpar a sanita com tanto gosto. Confiar na nossa sanidade mental ainda que contra todas as evidências.
- se estiver sol, ir lá fora e armar-me em Trump e ficar breves instantes a sentir os raios na retina. Vai estar a precisar, garanto.
- quando sentir ganas de afogar a autora, lembrar-me de que já morreu, coitada, e fazer um minuto de silêncio pela sua alma.
- praguejar compulsivamente sempre que tropeçar em mais uma citação bíblica.
- lembrar-me de que há coisas piores do que ser uma completa ignorante em termos religiosos e agradecer ao Google, à Wikipédia e ao santíssimo google translator.
- fazer uma pausa para dar uns murros numas almofadas quando sentir ganas de afogar uma personagem tão mas tão estereotipada que chega a dar raiva.
- fazer outra pausa para fechar os olhos em silêncio até começar a ver estrelas e pintinhas coloridas.
- fazer uma pausa sem motivo especial.
- fazer uma pausa para contar partículas de pó (se o sol estiver a bater nos vidros. Nessa altura contar também as manchas de porcaria agarradas ao vidro. Limpar os vidros também se tornou uma tarefa subitamente interessante? Nem por isso. Há limites para a loucura.)
- fazer uma pausa. Ponto final.
- voltar ao trabalho com um sorriso de satisfação.
- desenvolver com método e entusiasmo o talento da ironia.
- não olhar para as páginas que ainda faltam, porra!
- dizer quatro palavrões por minuto.
- vir ao Facebook rir um bocado e escrever parvoíces.
- voltar ao trabalho a cantarolar.
- não adormecer. Cantarolar com mais energia.
- faltava uma! Repetir para mim própria que sei escrever, apesar de todas as evidências em contrário!
🎼🎵🎶🎵🎶🎵🎶🎵🎶
- não olhar para o número de páginas que faltam.
- não pensar que no fim ainda falta a revisão.
- fazer uma pausa para comer uma torrada, uma banana, um iogurte, uma bolacha, uma maçã, e o que mais houver.
- fazer uma pausa para fazer qualquer coisa em que não seja preciso usar os neurónios, durante cerca de 5 minutos, tipo vir ao Facebook, ou olhar para a morte da bezerra, ou jogar cookie jam, ou em actividades aparentemente mais interessantes, como estender a roupa ou lavar a loiça ou varrer o chão.
- não perder muito tempo a pensar no facto de estarmos a lavar os pratos ou a limpar a sanita com tanto gosto. Confiar na nossa sanidade mental ainda que contra todas as evidências.
- se estiver sol, ir lá fora e armar-me em Trump e ficar breves instantes a sentir os raios na retina. Vai estar a precisar, garanto.
- quando sentir ganas de afogar a autora, lembrar-me de que já morreu, coitada, e fazer um minuto de silêncio pela sua alma.
- praguejar compulsivamente sempre que tropeçar em mais uma citação bíblica.
- lembrar-me de que há coisas piores do que ser uma completa ignorante em termos religiosos e agradecer ao Google, à Wikipédia e ao santíssimo google translator.
- fazer uma pausa para dar uns murros numas almofadas quando sentir ganas de afogar uma personagem tão mas tão estereotipada que chega a dar raiva.
- fazer outra pausa para fechar os olhos em silêncio até começar a ver estrelas e pintinhas coloridas.
- fazer uma pausa sem motivo especial.
- fazer uma pausa para contar partículas de pó (se o sol estiver a bater nos vidros. Nessa altura contar também as manchas de porcaria agarradas ao vidro. Limpar os vidros também se tornou uma tarefa subitamente interessante? Nem por isso. Há limites para a loucura.)
- fazer uma pausa. Ponto final.
- voltar ao trabalho com um sorriso de satisfação.
- desenvolver com método e entusiasmo o talento da ironia.
- não olhar para as páginas que ainda faltam, porra!
- dizer quatro palavrões por minuto.
- vir ao Facebook rir um bocado e escrever parvoíces.
- voltar ao trabalho a cantarolar.
- não adormecer. Cantarolar com mais energia.
- faltava uma! Repetir para mim própria que sei escrever, apesar de todas as evidências em contrário!
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