«Mas outra, bem mais séria, confusão acontecia, não há muitos anos, entre mim e o escritor João Aguiar. Garantiam os maus fisionomistas que éramos parecidos. Vai daí, vinham leitores com os livros dele para que eu os autografasse. (...) Numa ocasião, estando nós os dois na feira, cada um na sua editora, João Aguiar chegou-se a mim e revelou-me que o inverso também acontecia com ele: não poucos leitores distraídos iam dar-lhe livros meus a assinar. E ele assinava-os!, assegurou-me, com uma das suas gargalhadas. De modo que logo ali ficou acordado entre nós o seguinte: que passaríamos a autografar os livros de um e do outro, indistintamente.» (+)
quarta-feira, 30 de maio de 2018
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Internationalen Kinder- und Jugendbuchwochen 2018
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Novos escritores
A ler uma suposta «pequena pérola literária». Direitos vendidos para mais de uma dezena de países. (+)
quarta-feira, 23 de maio de 2018
Crónicas de um lançamento
Edson Athayde e Sónia Morais Santos escrevem sobre a apresentação do livro póstumo de Pedro Rolo Duarte.
100 livros que moldaram o mundo
«In April, BBC Culture polled experts around the world to nominate up to five fictional stories they felt had shaped mindsets or influenced history.»
1. The Odyssey (Homer, 8th Century BC)
2. Uncle Tom’s Cabin (Harriet Beecher Stowe, 1852)
3. Frankenstein (Mary Shelley, 1818)
4. Nineteen Eighty-Four (George Orwell, 1949)
5. Things Fall Apart (Chinua Achebe, 1958)
6. One Thousand and One Nights (various authors, 8th-18th Centuries)
7. Don Quixote (Miguel de Cervantes, 1605-1615)
8. Hamlet (William Shakespeare, 1603)
9. One Hundred Years of Solitude (Gabriel García Márquez, 1967)
10. The Iliad (Homer, 8th Century BC)
(+)
1. The Odyssey (Homer, 8th Century BC)
2. Uncle Tom’s Cabin (Harriet Beecher Stowe, 1852)
3. Frankenstein (Mary Shelley, 1818)
4. Nineteen Eighty-Four (George Orwell, 1949)
5. Things Fall Apart (Chinua Achebe, 1958)
6. One Thousand and One Nights (various authors, 8th-18th Centuries)
7. Don Quixote (Miguel de Cervantes, 1605-1615)
8. Hamlet (William Shakespeare, 1603)
9. One Hundred Years of Solitude (Gabriel García Márquez, 1967)
10. The Iliad (Homer, 8th Century BC)
(+)
Obituário
- Poignantly humane novelist set on emancipating American literature from respectability (+)
- Towering Novelist Who Explored Lust, Jewish Life and America (+)
- the author who scandalised middle America (+)
- fearless and celebrated author (+)
- seminal author of comical and simmering discontents (+)
- the Seminal American Novelist (+)
- great American-Jewish novelist (+)
- giant of American literary fiction (+)
- grand écrivain américain, romancier rebelle (+)
- gigante della letteratura privato del Nobel (+)
- “El novelista más dotado” (+)
- gigante literario norte-americano (+)
- el penúltimo gran novelista americano (+)
terça-feira, 22 de maio de 2018
Para desentristecer
«Tudo mudou. Nós líamos tipos como o Beckett, que além do mais era aquele figurão... Mas a revista era então uma maneira, como hoje a VS é ainda uma maneira de desentristecer. Coisa de que preciso hoje como precisava então. » Histórias tristes e alegres do mundo editorial numa entrevista ao editor/psicanalista Vasco Santos.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
sexta-feira, 18 de maio de 2018
A arte do prefácio
Os prefácios são remunerados? Disseram-me que sim, em geral sim. Estava convencida que tudo funcionava na base da cortesia, do prestígio, etc. Será que o pagamento é a regra?
Aqui, o lançamento da reedição da obra «O Malhadinhas», de Aquilino Ribeiro, com prefácio de Maria Alzira Seixo.
Aqui, os prefaciadores da reedição das obras de Agustina Bessa-Luís pela Relógio d'Água.
Aqui, o lançamento da reedição da obra «O Malhadinhas», de Aquilino Ribeiro, com prefácio de Maria Alzira Seixo.
Aqui, os prefaciadores da reedição das obras de Agustina Bessa-Luís pela Relógio d'Água.
quinta-feira, 17 de maio de 2018
Onde pára a liberdade?
Acho que este é um livro difícil de comunicar (não é fácil explicar «sobre o que é») mas tem alguns pontos fortes: o nome do autor, que tem boa imprensa, e um tema forte, a liberdade. «Onde anda a liberdade?» é uma boa frase mas talvez «Onde pára a liberdade?» fosse ainda melhor. Só que com o acordo não funciona...
Convite lançamento
Os "eventos" no facebook são práticos mas geram pouco envolvimento real. Um convite em papel que chega pelo correio tem um impacto diferente. Como se estivessem mesmo a contar com a nossa presença.
Digressão de lançamento do novo romance aqui.
Digressão de lançamento do novo romance aqui.
quarta-feira, 16 de maio de 2018
Linhas editoriais - aula de 16/5)
FRIO/calor ou CALOR/frio? Ha sempre uma linha dominante. Não tem de ser seguida à letra, mas é a linha com que nos cosemos. (Ou, se correr menos bem, cozemos.)
Maria é +(exemplo: optimista), Zé é - (digamos, pessimista). São as linhas orientadoras.
Um artigo sobre as novas linhas editoriais da Sextante aqui.
A Eurovisão. Dois modelos de boa edição: Eleni, mais clássica, dançarinas em sintonia – mercê do corpo de modelo da cantora; Berta, em 'conflito', as dançarinas criando um aparente caos, humoradas e saltitantes, enquanto Netta mal se move.
Em suma: boa adequacad, valorização das forças, amainamento das fraquezas.
Canção portuguesa: não é má (era para perder) mas é mole – zero coreografia.
Dinamarqueses: so refrão, ar viking, coreografia que não desata.
Rapaz do violino: demasiado descarado no recurso a truques. Tudo bem feito (a 'narrativa' coreográfica mas irritante. O bom vigarista não é logo apanhado.
Maria é +(exemplo: optimista), Zé é - (digamos, pessimista). São as linhas orientadoras.
Um artigo sobre as novas linhas editoriais da Sextante aqui.
A Eurovisão. Dois modelos de boa edição: Eleni, mais clássica, dançarinas em sintonia – mercê do corpo de modelo da cantora; Berta, em 'conflito', as dançarinas criando um aparente caos, humoradas e saltitantes, enquanto Netta mal se move.
Em suma: boa adequacad, valorização das forças, amainamento das fraquezas.
Canção portuguesa: não é má (era para perder) mas é mole – zero coreografia.
Dinamarqueses: so refrão, ar viking, coreografia que não desata.
Rapaz do violino: demasiado descarado no recurso a truques. Tudo bem feito (a 'narrativa' coreográfica mas irritante. O bom vigarista não é logo apanhado.
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Tradução: um desabafo de Gabriela Rocha Trindade
Manual de sobrevivência para tradutora principiante de um calhamaço com quase 500 páginas:
- não olhar para o número de páginas que faltam.
- não pensar que no fim ainda falta a revisão.
- fazer uma pausa para comer uma torrada, uma banana, um iogurte, uma bolacha, uma maçã, e o que mais houver.
- fazer uma pausa para fazer qualquer coisa em que não seja preciso usar os neurónios, durante cerca de 5 minutos, tipo vir ao Facebook, ou olhar para a morte da bezerra, ou jogar cookie jam, ou em actividades aparentemente mais interessantes, como estender a roupa ou lavar a loiça ou varrer o chão.
- não perder muito tempo a pensar no facto de estarmos a lavar os pratos ou a limpar a sanita com tanto gosto. Confiar na nossa sanidade mental ainda que contra todas as evidências.
- se estiver sol, ir lá fora e armar-me em Trump e ficar breves instantes a sentir os raios na retina. Vai estar a precisar, garanto.
- quando sentir ganas de afogar a autora, lembrar-me de que já morreu, coitada, e fazer um minuto de silêncio pela sua alma.
- praguejar compulsivamente sempre que tropeçar em mais uma citação bíblica.
- lembrar-me de que há coisas piores do que ser uma completa ignorante em termos religiosos e agradecer ao Google, à Wikipédia e ao santíssimo google translator.
- fazer uma pausa para dar uns murros numas almofadas quando sentir ganas de afogar uma personagem tão mas tão estereotipada que chega a dar raiva.
- fazer outra pausa para fechar os olhos em silêncio até começar a ver estrelas e pintinhas coloridas.
- fazer uma pausa sem motivo especial.
- fazer uma pausa para contar partículas de pó (se o sol estiver a bater nos vidros. Nessa altura contar também as manchas de porcaria agarradas ao vidro. Limpar os vidros também se tornou uma tarefa subitamente interessante? Nem por isso. Há limites para a loucura.)
- fazer uma pausa. Ponto final.
- voltar ao trabalho com um sorriso de satisfação.
- desenvolver com método e entusiasmo o talento da ironia.
- não olhar para as páginas que ainda faltam, porra!
- dizer quatro palavrões por minuto.
- vir ao Facebook rir um bocado e escrever parvoíces.
- voltar ao trabalho a cantarolar.
- não adormecer. Cantarolar com mais energia.
- faltava uma! Repetir para mim própria que sei escrever, apesar de todas as evidências em contrário!
🎼🎵🎶🎵🎶🎵🎶🎵🎶
- não olhar para o número de páginas que faltam.
- não pensar que no fim ainda falta a revisão.
- fazer uma pausa para comer uma torrada, uma banana, um iogurte, uma bolacha, uma maçã, e o que mais houver.
- fazer uma pausa para fazer qualquer coisa em que não seja preciso usar os neurónios, durante cerca de 5 minutos, tipo vir ao Facebook, ou olhar para a morte da bezerra, ou jogar cookie jam, ou em actividades aparentemente mais interessantes, como estender a roupa ou lavar a loiça ou varrer o chão.
- não perder muito tempo a pensar no facto de estarmos a lavar os pratos ou a limpar a sanita com tanto gosto. Confiar na nossa sanidade mental ainda que contra todas as evidências.
- se estiver sol, ir lá fora e armar-me em Trump e ficar breves instantes a sentir os raios na retina. Vai estar a precisar, garanto.
- quando sentir ganas de afogar a autora, lembrar-me de que já morreu, coitada, e fazer um minuto de silêncio pela sua alma.
- praguejar compulsivamente sempre que tropeçar em mais uma citação bíblica.
- lembrar-me de que há coisas piores do que ser uma completa ignorante em termos religiosos e agradecer ao Google, à Wikipédia e ao santíssimo google translator.
- fazer uma pausa para dar uns murros numas almofadas quando sentir ganas de afogar uma personagem tão mas tão estereotipada que chega a dar raiva.
- fazer outra pausa para fechar os olhos em silêncio até começar a ver estrelas e pintinhas coloridas.
- fazer uma pausa sem motivo especial.
- fazer uma pausa para contar partículas de pó (se o sol estiver a bater nos vidros. Nessa altura contar também as manchas de porcaria agarradas ao vidro. Limpar os vidros também se tornou uma tarefa subitamente interessante? Nem por isso. Há limites para a loucura.)
- fazer uma pausa. Ponto final.
- voltar ao trabalho com um sorriso de satisfação.
- desenvolver com método e entusiasmo o talento da ironia.
- não olhar para as páginas que ainda faltam, porra!
- dizer quatro palavrões por minuto.
- vir ao Facebook rir um bocado e escrever parvoíces.
- voltar ao trabalho a cantarolar.
- não adormecer. Cantarolar com mais energia.
- faltava uma! Repetir para mim própria que sei escrever, apesar de todas as evidências em contrário!
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Uma revista
«Flauta de Luz é uma revista imensa que precisa de ser lida e encarada como antídoto dos vários venenos complacentes e confortáveis com que nos drogam - e nos drogamos. A começar pelo Portugal ridículo que está na moda e que nos traz todos a garantirmos uns aos outros que somos os maiores.» MEC, 10/05/2018
Flauta de Luz, nº 5
Flauta de Luz, nº 5
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Palavras não traduzidas
«Sometimes I leave a word untranslated because it’s simply the weight and vibration of that word, in that sentence, that I want there, and no other. Sometimes I leave a word untranslated because I know exactly how that character would deliver a line, and it’s not an English word at the end of that sentence. Sometimes we forget that the sole function of words isn’t just to deliver meaning; they have a material, historical and emotional life all their own. They sing to us as much as they speak to us. It’s a writer’s job to remember this, because unlike songwriters who have melodies, or film directors who have actors and images—words are all we’ve got.» Aqui.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Para que serve um festival literário?
Estou a tentar fazer uma lista de festivais literários em Portugal. Este artigo de 2016 tem muita informação. E algumas acusações sobre a dinâmica dos festivais. Principal crítica: «são sempre os mesmos» (escritores, editores, jornalistas).
terça-feira, 8 de maio de 2018
Um mar de editoras
Não estão todas aqui, e já está um pouco ultrapassada, mas aqui fica uma lista de editoras portuguesas(em Portugal.
sábado, 5 de maio de 2018
Uma vez por mês recebo uma notificação no facebook sobre um tal evento de livros.
Finalmente, hoje fui satisfazer a curiosidade e terminei o meu sábado a ver livros baratos num espaço apertado, localizado na Rua dos Anjos.
O evento tem o nome de "Feira do Livro Noturna" (sim, porque fica aberta até 23:59), é organizado uma vez por mês pelo Mob e dura normalmente três dias. Lá podes encontrar livros baratos (alguns até mesmo por 0,50c) e edições antigas. Recomendo para quem é um caçador de livros baratos e usados, ou para quem não consegue ficar sem gastar uns trocos por mês em algum livro novo (como eu).
No próximo mês, lá estarei eu outra vez.
Finalmente, hoje fui satisfazer a curiosidade e terminei o meu sábado a ver livros baratos num espaço apertado, localizado na Rua dos Anjos.
O evento tem o nome de "Feira do Livro Noturna" (sim, porque fica aberta até 23:59), é organizado uma vez por mês pelo Mob e dura normalmente três dias. Lá podes encontrar livros baratos (alguns até mesmo por 0,50c) e edições antigas. Recomendo para quem é um caçador de livros baratos e usados, ou para quem não consegue ficar sem gastar uns trocos por mês em algum livro novo (como eu).
No próximo mês, lá estarei eu outra vez.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
O que faz um grande editor? (De revistas literárias)
Um bom artigo aqui.
Diz que são sete pontos (ah, a magia do 7). Aqui vai:
Diz que são sete pontos (ah, a magia do 7). Aqui vai:
7. Successful editorship is determined by its plural social conditions
6. Great editors are plural actors
5. Singularity remains the dominant scheme of editorial practice
4. Good editorship is an inherently collective endeavour
3. Good editorship demands a plurality of competences
2. Plurality of practice diverges from singularity of discourse
1. Editorship is realised in a plurality of styles and modes
Uma vaca estúpida

«Quem hoje se lembra há quanto tempo fechou já, na Rua do Carmo, a Livraria Portugal, talvez a única livraria de História decente na cidade? Foi só há alguns anos, mas parece que já passou uma eternidade. Esta perda de uma livraria central digna não poderia augurar nada de bom num futuro próximo. Onde antes se poderia encontrar uma edição rara da História Trágico-Marítima, uma certa edição comentada de uma determinada Crónica de Fernão Lopes, ou uma edição rara da Lírica de Camões, ou ainda um improvável Brasonário português de cultura hebraica, para me ficar por aqui, está agora uma reles Loja Aleh Op, com uma estúpida de uma vaca preta e branca em tamanho natural à porta à espera do cliente de bugigangas universais. Pode alguém imaginar o olhar de um bibliófilo que ali vai em busca de uma hipotética edição do Itinerário da Terra Santa e Suas Particularidades, de Frey Pantaleão de Aveiro, que subitamente se depara com uma vaca de plástico?»
O desaparecimento das livrarias-alfarrabistas de Lisboa, António Bento (Professor Universidade da Beira Interior)
quinta-feira, 3 de maio de 2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
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Foi engano, o anúncio do exame.
Blog errado. Exame para licenciatura.
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Um testemunho de grande interesse para nós, parece-me. José Mário Silva em comentário à crítica de Luís Miguel Queirós, no Ípsilon do Púb...
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«Portugal será convidado de honra da Feira do Livro de Leipzig daqui a três anos, mas a Embaixada de Portugal em Berlim está já preocupada...
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Não foi possível comparecer na visita de estudo de hoje à feira mas ontem consegui dar lá um salto e adquiri O Negócio dos Livros , editad...












































