quarta-feira, 28 de março de 2018
Debate Pequenos editores e o futuro da edição
No âmbito das comemorações dos 30 anos dos Livros Cotovia, decorre, no dia 3 de Abril, a partir das 19 horas, no Teatro Municipal São Luiz, o debate “Pequenos editores e o futuro da edição”, com a presença dos editores Vasco Santos (Fenda), Osvaldo M. Silvestre (Angelus Novus), João Paulo Cotrim (Abysmo), Rui Amaral (FLOP) e do colunista e crítico literário António Guerreiro, numa conversa moderada pela jornalista Mariana Oliveira. Aqui.
Em Bolonha
«Considerada uma das mais importantes na área do mercado editorial dedicado à literatura e ilustração para a infância e juventude, a Feira do Livro de Bolonha cumprirá a 55.ª edição tendo a China como país convidado.
De acordo com a DGLAB, este ano o espaço oficial de Portugal terá uma planta renovada e incluirá as editoras Edicare, Orfeu Negro, Pato Lógico, Planeta Tangerina, Zero a Oito.
(...)
Este ano, a Feira de Bolonha organiza a primeira conferência europeia de livrarias independentes de livro infantil e juvenil, para a qual está convidada a editora e livreira Carla Oliveira, da editora Orfeu Negro e da livraria Baobá.» Ler aqui.
De acordo com a DGLAB, este ano o espaço oficial de Portugal terá uma planta renovada e incluirá as editoras Edicare, Orfeu Negro, Pato Lógico, Planeta Tangerina, Zero a Oito.
(...)
Este ano, a Feira de Bolonha organiza a primeira conferência europeia de livrarias independentes de livro infantil e juvenil, para a qual está convidada a editora e livreira Carla Oliveira, da editora Orfeu Negro e da livraria Baobá.» Ler aqui.
Em Leipzig
«Depois de uma passagem pela Feira do Livro de Leipzig, o colunista Ricardo Domeneck comenta os prazeres e desprazeres de visitar eventos do mundo editorial – importantes, porém cansativos.
Claro, talvez seja maravilhoso estar sob os holofotes, para um grande mágico das vendas de páginas aos milhares. Mas para os que estão acostumados a certa calma, a outra velocidade de apreensão das coisas e das palavras, a sensação é de que a palavra "feira" é realmente a mais adequada. Como naquelas feiras de rua em Pinheiros, onde o vendedor de pepinos tenta gritar mais alto do que o vendedor de cebolas, enquanto a máquina de garapa mói a cana-de-açúcar, e os vizinhos brigam na tenda do pastel.
Os estandes são abertos. Durante as leituras, por exemplo, no Fórum de Tradutores, o estande da França logo em frente havia tido a ideia estapafúrdia de convidar seus visitantes a rodar uma roleta com palavras em francês, uma espécie de Roletrando fazendo seu trac-trac-trac, enquanto poetas e romancistas tentavam pronunciar cuidadosos suas palavrinhas suadas.
Nos corredores e cafés improvisados pelos pavilhões, adolescentes suados perambulavam vestidos como personagens dos livros de Harry Potter, Senhor dos Anéis, e só orixás sabem de que outras séries de livros de fantasia. Percebi que estava mal informado sobre os últimos sucessos do gênero. Só me perguntava: "Que criatura azul é essa?" » Ler aqui.
Claro, talvez seja maravilhoso estar sob os holofotes, para um grande mágico das vendas de páginas aos milhares. Mas para os que estão acostumados a certa calma, a outra velocidade de apreensão das coisas e das palavras, a sensação é de que a palavra "feira" é realmente a mais adequada. Como naquelas feiras de rua em Pinheiros, onde o vendedor de pepinos tenta gritar mais alto do que o vendedor de cebolas, enquanto a máquina de garapa mói a cana-de-açúcar, e os vizinhos brigam na tenda do pastel.
Os estandes são abertos. Durante as leituras, por exemplo, no Fórum de Tradutores, o estande da França logo em frente havia tido a ideia estapafúrdia de convidar seus visitantes a rodar uma roleta com palavras em francês, uma espécie de Roletrando fazendo seu trac-trac-trac, enquanto poetas e romancistas tentavam pronunciar cuidadosos suas palavrinhas suadas.
Nos corredores e cafés improvisados pelos pavilhões, adolescentes suados perambulavam vestidos como personagens dos livros de Harry Potter, Senhor dos Anéis, e só orixás sabem de que outras séries de livros de fantasia. Percebi que estava mal informado sobre os últimos sucessos do gênero. Só me perguntava: "Que criatura azul é essa?" » Ler aqui.
segunda-feira, 26 de março de 2018
Policial. Dick Haskins, Ross Pynn, Dennis McShade
Era o último dos grandes do policial: Dick Haskins (1929-2018) morreu a 21 de março. Um dos mais traduzidos autores do policial.
Que tal V. tentar saber quem são? Dick Haskins, Rossy Pinn, Dennis McShade?
O policial é uma máquina narrativa simples e eficaz. Um pouco como os blues ou o fado, corre o risco de ser repetitivo, pois recorre a um conjunto de recursos elementares. O detective que busca encontrar a solução para um mist´rio (como o do e na palavra anterior) ou o culpado para um crime.
Que tal V. tentar saber quem são? Dick Haskins, Rossy Pinn, Dennis McShade?
O policial é uma máquina narrativa simples e eficaz. Um pouco como os blues ou o fado, corre o risco de ser repetitivo, pois recorre a um conjunto de recursos elementares. O detective que busca encontrar a solução para um mist´rio (como o do e na palavra anterior) ou o culpado para um crime.
sábado, 24 de março de 2018
Um exemplo de marketing no ponto de venda
Em interacção com um blogue de sucesso, que nem sequer é literário, mas que deu origem a um clube de leitura.
sexta-feira, 23 de março de 2018
Diário de um editor
Excelente a série de crónicas 'Diário de um editor' de João Paulo Cotrim no jornal Hoje Macau. Haverá mais algum editor português a fazer algo parecido, de forma regular? Maria do Rosário Pereira tem o blogue mas os posts que publica não têm a profundidade destas crónicas.
Aqui está o que JPC escreveu sobre o novo livro do seu autor, Valério Romão: «Considere-se atirado às feras leitoras o novo do Valério [Romão], concerto de fragmentos para duas vozes em desagregação sinfónica: 'Cair Para Dentro'. Na cadência dos avanços e recuos, nas cavalgadas interiores ou na dança dos diálogos, no compasso da poesia, nas descidas ao mais íntimo, nas cenas de identificável exterior, estende-se em pano de fundo o perfume da musicalidade.
Talvez atonal ou minimal ou impressionista, seguramente jazzística. Quando muitos esperavam uma qualquer pirotecnia na abordagem ou na construção, o Valério apurou o que tem de melhor e aplicou-o a um tema temível (assuntos aterradores são uma das suas melhores escolhas): alzheimer.
E nele se jogou por inteiro, brincando com a filosofia que aprendeu, fazendo do verso ferramenta, sem nunca perder o humor, mas deixando em aberto um final. Inevitável. Valério pede mais leitores que banhistas da narrativa.» Mais aqui.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Dick Haskins
«Dick Haskins publicou 24 romances e foi editado em 30 países, o que o coloca no grupo restrito dos escritores portugueses com grande difusão internacional. Ainda no estrangeiro, foram feitos um filme e uma série televisiva baseados em romances seus. O seu primeiro livro foi publicado em 1958, na coleção Enigma, criada na saudosa Ática (onde li Pessoa pela primeira vez e que recordo ter uma pequena e simpática livraria na rua Alexandre Herculano, em Lisboa). Haskins passou também, com naturalidade e justiça, pela histórica “Coleção Vampiro”, que foi, entre nós, um mostruário ímpar da literatura policial internacional.» FSC, ler aqui.
quarta-feira, 21 de março de 2018
Dia Mundial da Poesia
Uma data muito celebrada, um óptimo pretexto de comunicação que nenhuma editora deixa passar em branco. Bertrand, Sistema Solar, Feira do Livro da Poesia, Wook - #poesiaéparatodos, Venha a nós a Poesia! na Malaposta, As melhores coisas para fazer no DMP (Time-Out)
terça-feira, 20 de março de 2018
O leitor alemão
«Portugal será convidado de honra da Feira do Livro de Leipzig daqui a três anos, mas a Embaixada de Portugal em Berlim está já preocupada com o pós-2021, procurando garantir que o interesse dos editores alemães não esmoreça após a festa. (...) A sessão dedicada a Isabela Figueiredo, que em 2016 publicou o romance A Gorda (2016), foi um momento particularmente intenso, com o pequeno auditório lotado e a ouvir em compenetrado silêncio as leituras feitas, respectivamente em português e alemão, pela escritora e pelo tradutor Markus Sahr.» Ler aqui.
quinta-feira, 15 de março de 2018
Mais um título malcriado
«Romance político-policial, polvilhado por cenas eróticas, literárias e gastronómicas, com bastas incursões na infância do protagonista, Søren Constantius, filho de mãe boliviana e de pai dinamarquês, trinta e cinco anos, um metro e noventa e quatro, potencial filósofo, literato ocasional, cozinheiro e gastrónomo reconhecido, amante prolífico e agente de segunda classe da Brigada Judiciária.
Algures no Sul da Europa: com prostitutas especialistas em Sade, jornalistas de bandulho cocainómano, russos mafiosos e russos mortos, mulheres assassinadas, estudantes especialistas em expedientes mais ou menos filosóficos, sucateiros, detectives deficientes cardíacos, chefs de culinária popular, bêbados, boys, homens de mão, e um Primeiro-Ministro colérico e corrupto. Etc.» Aqui.
Algures no Sul da Europa: com prostitutas especialistas em Sade, jornalistas de bandulho cocainómano, russos mafiosos e russos mortos, mulheres assassinadas, estudantes especialistas em expedientes mais ou menos filosóficos, sucateiros, detectives deficientes cardíacos, chefs de culinária popular, bêbados, boys, homens de mão, e um Primeiro-Ministro colérico e corrupto. Etc.» Aqui.
Livros para crianças procuram-se
Maria do Rosário Pedreira responde no seu blogue a Felisbela Lobes que assina no JN um artigo sobre a dificuldade de encontrar bons livros para crianças. MRP contesta: «Ora, se existe área ou faixa etária em que o desenvolvimento editorial é notório nos últimos anos é justamente a literatura infanto-juvenil, com títulos e editoras premiados internacionalmente em festivais e uma produção com uma qualidade incrível, seja em termos de texto, seja em termos de ilustração, em que muitos nomes se destacam (Catarina Sobral, Madalena Matoso, Paulo Galindro, Sérgio Letria, o meu querido João Fazenda, tantos, mas tantos).» Na foto: Colecção O Estranhão, de Álvaro Magalhães que o meu filho de 8 anos devorou em poucos meses.
quarta-feira, 14 de março de 2018
segunda-feira, 12 de março de 2018
Lost in translation é favor
«Em 1968 e 1969, A Brincadeira foi traduzida em todas as línguas ocidentais. Mas, quantas surpresas! Em França, o tradutor reescreveu o romance ornamentando o meu estilo. Na Inglaterra, o editor cortou todas as passagens em que se fazem reflexões, eliminou os capítulos musicológicos, mudou a ordem das partes, recompôs o romance. Outro país. Encontro o meu tradutor. Não conhece uma palavra de checo. “Como é que traduziu?” Ele responde: “Com o meu coração”, e mostra-me a minha fotografia que tira da carteira. (…) Outro país: traduziram do checo. Abro o livro e dou, por acaso, com o monólogo de Helena. As longas frases que, no meu livro ocupam um parágrafo inteiro, estão divididas numa quantidade de frases simples… O choque causado pelas traduções de A Brincadeira marcou-me para sempre.»
A Arte do Romance, Milan Kundera, p. 151
A Arte do Romance, Milan Kundera, p. 151
sexta-feira, 9 de março de 2018
Este livro não é do Norte
Por acaso até é. É do Norte da Europa (Suécia). Mas estou a rever a tradução que foi feita por um tradutor do Norte de Portugal. 'Quarto de banho', 'aloquete', 'aguça', 'encorrilha', 'à minha beira' são algumas das expressões que encontrei que denunciam a origem nortenha do tradutor. Estou a assinalar e a mudar para as expressões correspondentes mais correntes ('casa de banho', 'cadeado', 'afia-lápis, 'vinco', 'ao pé de mim').
Guerra aos livros
«Tanto livro, tanto livro, mas a maior parte do património literário está completamente ausente da edição e, ainda mais, das livrarias. Podemos dizer que os livros gozam hoje de um prestígio que, na generalidade, já não merecem; e que não há maior injustiça do que o triunfo deste canibalismo do lixo editorial que, ainda por cima, se alimenta do capital simbólico daqueles que ele devora. » António Guerreiro, O saudável ódio aos livros, Ipsilon, 9/3/2018
quarta-feira, 7 de março de 2018
A propósito de tradução
Hoje aqui no trabalho recebemos a visita de um importante tradutor do russo para o português, António Pescada. Aqui está uma entrevista com mais de dez anos mas que mantém actualidade.
"Qual o problema mais complicado de resolver? [sobre a tradução de Anna Karénina]
Há uma parte em que Lévin está com os camponeses. Está a olhá-los e o que nos é dado é a descrição daquilo que ele vê. Se traduzirmos directamente fica uma coisa tão embrulhada que é impossível perceber. Dei não sei quantas voltas ao texto e só na revisão resolvi a tradução. Tive de "simplificar" o português para que se percebesse." Ler aqui.
Outra entrevista mais recente com o mesmo tradutor aqui.
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