quinta-feira, 30 de novembro de 2017

HOJE NÃO HA AULA

Para o caso de haver distraídos, confirmo que hoje, 30/11, não há aula. Na próxima semana haverá.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Adiantando matéria

Alguém quer fazer um relatório da masterclass?

Entrementes, matéria a tratar (os famosos PP-P-PP) aqui.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Almedina abre livraria com história




Informação à Imprensa

Grupo Almedina abre nova Livraria.
Nova loja tem morada na Rua da Escola Politécnica.

Inaugura no próximo dia 29 de novembro, pelas 18h30, a nova Livraria Almedina com localização na Rua da Escola Politécnica, nº 225. A cerimónia de inauguração contará com a presença do Eng. Carlos Pinto, Chairman do ‎Grupo Almedina, e Pedro Franco, Retail Director do Grupo Almedina.
A nova Livraria Almedina, localizada no antigo Atelier-oficina Pró-Arte de Ricardo Leone, marcará um ponto de viragem na história do Grupo. A nova loja, além de privilegiar a literatura, tem um legado histórico: A Oficina de Vitrais e Mosaicos de Arte Ricardo Leone. Um espaço que, entre a década de trinta e quarenta, se distinguiu pela qualidade de execução das suas propostas estéticas, como a notável recuperação de vitrais do Mosteiro da Batalha, tarefa que se prolongou por toda a década de 1930.
A cerimónia inaugural, que contará com a presença de alguns autores das chancelas do Grupo e do Eng. Carlos Pinto, Chairman do ‎Grupo Almedina, e Pedro Franco, Retail Director do Grupo Almedina, realiza-se na próxima 4ª feira, dia 29, pelas 18h30.

Convidamos este órgão de comunicação social a marcar presença.

Para confirmações e mais informações:
Salomé Serra | 925 300 339 | serra@nextpower.pt
Beatriz Monteiro | 969 171 443 | monteiro@nextpower.pt

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O filão do romance histórico


PRESS
23 de novembro de 2017


A AUTORA ISABEL STILWELL LANÇA SEGUNDO

ROMANCE HISTÓRICO EM INGLÊS



Depois da edição inglesa do best sellerPhilippa of Lancaster – English Princess, Quenn of Portugal”, Isabel Stilwell vê agora também traduzido para inglês o seu emocionante romance histórico sobre a única princesa portuguesa que se tornou Rainha de Inglaterra - “Catherine of Braganza - The courage of a Portuguese Infanta who became Queen of England” -.

Publicado pela editora Livros Horizonte, este livro torna possível levar mais longe a  História de Portugal, e a obra desta autora.

Numa obra baseado numa investigação histórica cuidada, Isabel Stilwell guia-nos numa viagem à corte Portuguesa do século XVII, e ao reinado controverso de Charles II de Inglaterra. Enquanto viramos as páginas, sofremos, rimos e choramos com personagens que irão manter-se connosco para sempre.

'What are little girls made of? Sugar and spice and all things nice, that is what little girls are made of.' — Rima infantil inglesa inspirada em Catarina de Bragança, que deixou para sempre aos seus súbditos o hábito de beber chá e muito mais…

A versão portuguesa “Catarina de Bragança” foi publicada em 2008, tendo vendido já mais de 55.000 exemplares.

Para mais informações sobre o livro http://bit.ly/2jOEz8y  e sobre a autora http://www.isabelstilwell.com/

O livro encontra-se disponível em livrarias, no site da editora e na Amazon. (PVP 24,90€).

Para mais informações e marcações de entrevista com a autora, contactar:
Alexandra Cayolla t: 213 466 917 m: 925 253 147 e:alexandra.cayolla@livroshorizonte.pt

www.livroshorizonte.pt



Lançamento aqui.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Nova chancela

Aqui.

Prazo de entrega do trabalho final

22 de dezembro. Se entregar depois há penalização. De acordo?

P.S.) Não aconselho ninguém a trabalhar no natal. É uma pausa importante para recarregar baterias.

Masterclass esta quinta 23

Com Ricardo Marques, tradutor, autor, editor (sobretudo dentro do livro) e João Concha, designer, editor das Não-edições.

O ano passado os vossos colegas adoraram. E podem colocar questões, sem medo. Boa aula.

O destino dos livros nas mãos dos leitores?


Uma nova Guerra & Paz

Publicado . 2017-11-21 | Categorias . Artigos


Temos onze anos de vida atravessados por uma interrogação permanente: o que queremos fazer dos nossos livros? Por mais que a Guerra & Paz editores julgue saber o que fazer dos seus livros, o destino deles está nas mãos dos nossos leitores. A caminho dos doze anos de existência, a Guerra & Paz inaugura uma fase novinha em folha. Fá-lo, agora, com este novo site e com esta newsletter. Com um objectivo: pôr cada vez mais o destino dos livros nas mãos dos nossos leitores.
Já tivemos bestsellers, o livro mais vendido do ano até, já fizemos livros de luxo e arte que provavelmente só interessam alguns happy few, já publicámos autores estreantes e autores consagrados, romances e polémicos livros de ensaios. Mas esta é a primeira vez que temos as ferramentas certas para estabelecer uma relação de proximidade com os nossos leitores.
Vamos continuar a encontrar-nos nas livrarias, nos hipermercados, nas papelarias, nas lojas de bairro, em todos os lugares onde o leitor pode encontrar livros. Vamos continuar a falar consigo, caro leitor, na imprensa e nas redes sociais e a recolher as suas opiniões e avaliações. Mas agora, passamos a encontrar-nos neste site e passamos a comunicar-nos com a newsletter que vai receber em breve e que o vai alertar para grandes novidades.
Mas mal seria se não trouxéssemos novidades. Criámos, em primeiro lugar, Os Amigos da Guerra e Paz. Queremos que seja já um deles. Temos um lema: zero obrigações para o leitor, que passa a ter só vantagens. É um privilégio para nós contar consigo e está tudo explicado no site, num texto que pode ler aqui.
Criámos também este blog que está a ler: Letras, Labirinto e Livros. É uma das novidades deste site. Sim, é para falar dos livros que publicamos, mas não só. Queremos que seja uma sala de estar: de conversa, de debate, de notícias, que tanto podem ser as da Guerra & Paz como as de outros editores nacionais ou internacionais.
E vamos criar, numa íntima ligação a Os Amigos da Guerra e Paz, uma loja online com condições especiais de venda dos nosso livros. Subscrições que possam criar as condições para a edição de livros de custo elevado. Pré-vendas para alguns títulos mais desejados. Campanhas que concedam descontos muito vantajosos a leitores fiéis.
Tudo o que vamos fazer é pelos livros: para criar novas colecções, para descobrir novos autores. Sozinha, a Guerra & Paz vale pouco, com a multidão dos nossos leitores abrimos novos caminhos.


Manuel S. Fonseca
www.guerraepaz.pt

Um lançamento e sua PR

PR - Public Relations, Relações públicas. Uma ficha técnica do livro, geralmente para jornalistas e outros parceiros da fase 3 dum livro.



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Como foi o ler 2018?

Um depoimento fb aqui, de Carolina Paiva.  (https://www.youtube.com/watch?v=t91evEcL0Co)

Algumas notas do (para mim) mais misterioso dos convidados, Diogo Madredeus:

Como te tornaste editor?
«Éramos dois. Eu e o Hugo [Xavier]. E tínhamos pouco dinheiro.

«Os outros estavam interessados em literatura de alta rotação.

«80% ou mais, as traduções eram feitas a partir do francês ou do inglês.

«O primeiro livro foi uma tradução da Ana Hatherly.

«Itália: tinham publicações universitárias, boas, mas com má distribuição.
Editámos 4 livros. João de Melo, Germano Almeida, MST…

«(Estamos a falar de um país que são 4 mil, 5 mil livros por mês. Há mais de mil pequenas editoras em Itália.=

«Elsinore: respondi a um desafo. Para dirigir a topseller.

***
E ainda
Francisco Vale:
«Continuo a achar-me mais um editor que um autor.

«Editara 10 livros. E perguntei: são tão bons livros. por que motivo há tantas devoluções

***

O que lê este país de poetas? Expresso Alexandra Carita (sic)

2016
16.598 livros.

60/70% setembro-dezembro (não ficção)

30%  5 livros ano»

domingo, 19 de novembro de 2017

Espólio de Manuel António Pina digitalizado - genética do texto

por Luís Miguel Queirós, in Público 18/11/17

A Faculdade de Letras da Universidade do Porto vai receber uma bolsa da Fundação Gulbenkian para assegurar a digitalização do espólio de Manuel António Pina, anunciou a família do escritor e jornalista, que faria este sábado 74 anos.
(...)
Actualmente encaixotados em casa de familiares, os papéis deixados pelo poeta, ficcionista, cronista e dramaturgo Manuel António Pina (1943-2012), prémio Camões em 2011, vão ser digitalizados pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) com o apoio financeiro da Fundação Gulbenkian. Um conjunto que inclui originais dos seus livros, rascunhos de poemas, correspondência, desenhos, e muitos desses caderninhos Moleskine de capa preta que trazia sempre consigo e nos quais ia apontando coisas de diversa natureza: um verso que acabara de lhe vir à cabeça, uma citação do livro que andasse a ler, uma lista de coisas a comprar no supermercado (que dificilmente deixaria de incluir comida de gato).   
(...)
E para dar uma imagem visual do tipo de materiais que se encontram no espólio, cedeu ao PÚBLICO a reprodução de duas páginas de um desses famosos caderninhos em que muitos dos poemas de Manuel António Pina iam confusamente tomando forma antes de serem dados como concluídos, passados a limpo e publicados. Trata-se do rascunho bastante inicial de um poema do seu último livro, Como se Desenha Uma Casa (2011), que aqui publicamos na íntegra.


sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ajudem-me! (um exercício a sério)

O vosso docente tem uma tarefa chata pelas mãos: aconselhar «grandes contos recentes» para uma antologia a publicar no Japão. O lado bom é que, na próxima semana, estará em Tóquio, sítio que nem o mais macambúzio dos seres designaria de chato

Quais os critérios?
Bom, primeiro o óbvio:
a) textos escritos por amigos meus;
b) textos que, mesmo que sejam bons, nunca aceitarei porque são escritos por inimigos meus.

Mas eu gostaria de ir além do óbvio, e criar uma terceira categoria:
c) textos que, de facto, em consciência, mereciam encontrar leitores noutra língua e
d) textos que acrescentariam algo às vidas dos leitores que, noutro país, se aventurarem na sua leitura.

O que espero de vós?
Que sejam conselheiros do rei, já que eu próprio o sou. Que sejam meus conselheiros editoriais e digam, dentro da literatura pós-25 de Abril, se há um conto (ou para-conto) que vos tenha banzado. 

Seremos pagos?
Não, não sereis pagos. Mas tereis contribuído para uma coisa válida. E, mesmo que a vossa sugestão não seja aceite, tereis exercido - e, mais importante, exercitado - uma magistratura da influência. Há quem diga que, no mundo editorial, isso é tudo.

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Um livreiro fala de contos

terça-feira, junho 30

Os melhores 10 contos

É comum os editores dizerem que os livreiros não gostam de livros de contos e é por isso que os contos não vendem e se editam tão poucos. Não são os livreiros que não gostam de contos, talvez seja o público que não goste de contos. Eu adoro ler contos. Os contos são curtos, directos e sem rendilhados e alguns têm mais conteúdo numa página do que muitos romances em centenas de páginas. Pensei fazer uma lista dos melhores contos que li, num exercício puro de memória, aqueles que ficaram registados na minha cabeça por qualquer motivo que não sei bem explicar porquê. Uma lista dos melhores é sempre subjectiva, muitas vezes inútil e sem interesse, porque o universo de escolha é enorme e ninguém pode vangloriar-se de que leu tudo para seleccionar os melhores. Contudo, é através das referências de outros que vou descobrindo mais e mais contos para ler. Deixo aqui, para quem me quiser dar crédito, a lista dos melhores dez contos que li:

1.º - Bartleby, Herman Melville

2.º - O Capote, Nikolai Gogol

3.º - O Alienista, Machado de Assis

4.º - O Poço e o Pêndulo, Edgar Allan Poe

5.º - A Tortuosa Esperança, Villiers

6.º - O Duelo, Anton Tchekhov

7.º - O Nariz, Nikolai Gogol

8.º - O Ovo de Cristal, H. G. Wells

9.º - Passeio Nocturno, Rubem Fonseca

10.º - O Sacristão, Somerset Maugham

Jaime Bulhosa

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Sobre a "aula" de hoje

Caros, espero que tenham achado a palestra interessante. Eu achei. Na plateia também estavam críticos, editores, assistentes editoriais.
Estás conversas valem sempre tanto pelo que é dito como pelo que fica por dizer – e ainda pelo que passa nos interstícios.

Dois exercícios, dois, o primeiro facultativo, o segundo obrigatório:
1) faça um resumo da sessão;
2) indique três coisas que lhe chamaram particularmente a atenção. (Pode ser uma frase, um dado, um 'sales pitch', uma reclamação, etc. Em suma: tudo.)

sábado, 11 de novembro de 2017

ATENÇÃO! Próxima quinta, visita de estudo

Na próxima aula de quinta-feira, dia 16, a aula será substituída pela assistência a uma conferência interessante: O que vamos ler em 2018? Receita para leitores atentos.  Ver programa aqui.  A conferência, agendada para entre as 18h e as 20:30h, é no Museu da Farmácia. 

Direcções: O museu fica perto do jardim de Santa Catarina (onde está o miradouro com a estátua do Adamastor), a um minuto da Calçada do Combro, onde passam os eléctricos que vão do largo Camões a S. Bento.
Acessibilidade de metro: estação Baixa-Chiado, saída de cima, junto à Brasileira.

O mais prático será encontrarmo-nos lá mesmo no museu. Sugiro 15 minutos antes (17h45). Não temos de ficar juntos, mas se pudermos, qual o mal?

Esta súbita mudança de aula deve-se a uma sugestão da V. colega Ana Cunha (pelo menos foi a porta-voz) e «aprovada» pelos alunos presentes na aula de 9/11. A aprovação decisiva foi minha (é a minha responsabilidade) mas, pesados prós e contras (há sempre) concordei que poderá ser uma experiência vantajosa.

Poderão pelo menos ver ao vivo alguns players importantes da edição nacional. Interessante será ver o que dizem, como o dizem, por que o dizem. Talvez haja espaço para colocarmos perguntas, pelo que sugiro façam a vossa lista de compras.

(«Lista de compras»: forma informal de designar questões que queremos ver respondidas. Quanto mais clara for a minha lista de compras, mais eficientemente lhe posso responder. Uma questão pode levar tempo a ser respondida, ou até nunca ter resposta satisfatória, mas formulá-la limpidamente já é meio caminho andado.)

Tal como nas aulas, circulará uma folha de presenças para minha informação.

Caso haja dúvidas, não hesitem em perguntar.



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

contracapas

O que faz uma boa contracapa? Bem, há uma regra de cinco elementos que costumam aparecer: sinopse, trecho, críticas, foto, bio do autor. Outros elementos se podem juntar, como o índice do livro, referências a outrtas obras, prémios atribuídos, etc. O limite é a imaginação. Estes elementos podem ser combinados a bel-prazer, como no tango ou no xadrez: há passos e regras (uma gramática) e a partir daí é à vontade do freguês. Uma contracapa serve vários senhores, isso é aliás traço comum a outras faces da coisa livro. E nós bem sabemos como servir vários senhores pode levar a sarilhos. A capa serve o leitor potencial, o leitor real, o miolo do livro, o autor, o editor, o posto de venda, a colecção, a prateleira, o espírito do tempo, a moda, o futuro próximo, o futuro mediato, a posteridade, a biblioteca...   


Ana Cunha: 


Céu: 

Cláudia Amaral: 


Denise: 


Cláudia Crespo: 


Rita Costa: 


 Rita Bettencourt: 

Maria Teixeira Pinto: 




Aula 9, hoje, 9/11: O caso Paulo Teixeira Pinto, as bolsas de criação, o futuro

Paulo Teixeira Pinto foi político, banqueiro, criador de um grupo editorial (Babel) e presidente da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Na última aula falei dele como estudo de caso, nada mais justo do que deixar aqui este artigo que, coincidência, foi publicado agora.

Uma nota: as pessoas têm direito às suas incoerências, fazem parte da vida; é só incómodo quando recusam ou recusaram a outras aquilo que, em situação, reclamam para si.


STARTUPS À STARTSÉRIA
1
As «bolsas de criação literária» foram implementadas há cerca de 20 anos. Depois desapareceram. Na altura, anos 90 vieram perguntar-me o que pensava, esperando que as achasse «ridículas» e «esbanjamento». Não achei. Esclarecendo que nunca fui candidato, nem o prevejo ser tão cedo, acho e a achei bem. O investimento do Estado é ridículo – cerca de 150 mil euros, já alguém fez as contas. 
2
A possibilidade de retorno é pouca, directamente, dado que nem sempre uma obra de arte respeitável sai da pressão tic-tac, isso é bom para enervar o Capitão Gancho, não para fazer voar o Peter Pan; mas é muita, indirectamente, dado que quem é honesto e lhe luz algum talento, se bem tratado e acarinhado, esforça-se ainda mais.
3
E estou em crer que a maioria dos 12 contemplados (12, como na última ceia) vai dar o litro pela litratura. Quem perdeu não lhes inveje a sorte, espera-os (cá está, se forem honestos e escrupulosos) um pequeno inferno.
4
Parabéns a vocês, rapaziada, mas cuidado com a húbris. Evitem entrar no clube dos que ficam contentes quando muitos «perdem», pois assim a nossa «vitória-vilória» fica «mais valorizada». Encolhe-nos a alma, tal tique neoliberal. Vou dizer em inglês, que é para voceses entenderem: Not nice, folks.
5
A quem não obteve a bolsa, este conselho de quem já anda neste negócio há algum tempo: trabalhem mais. Trabalhem mais nos interstícios do tempo livre que tiverem. E lembrem-se: mesmo que a coisa-texto que fizerem seja uma belíssima bosta, não deveis nada a ninguém.

A mercantilização das Comunidades de Leitores?



VAI ABRIR A...

COMUNIDADE DE LEITORES

LEYA CONNOSCO

Leremos como uma forma de partilha...

Reivindicamos o direito à comunhão através da leitura...

Em cada sessão mensal, receberemos novos leitores para novos livros e novos autores.

Na primeira hora de cada sessão, discutimos o livro entre nós. Na segunda hora, recebemos o autor, para com ele partilharmos as nossas impressões de leitura.

COMUNIDADE DE LEITORES LEYA CONNOSCO será o espaço por excelência de todos aqueles que gostam de ler e conhecer pessoalmente os autores de ficção e de pensamento contemporâneos de língua portuguesa.

A partir de Novembro de 2017, na Livraria Leya na Buchholz, na Rua Duque de Palmela, em Lisboa, a COMUNIDADE LEYA CONNOSCO, coordenada e moderada pela escritora, crítica e jornalista FILIPA MELO e composta por um grupo heterogéneo de pessoas, reúne-se para, num ambiente informal, partilhar a experiência de leitura prévia de um livro.

Para, em conjunto e com o autor, o reler em voz alta, analisar, discutir e relacionar com outras leituras paralelas e com a experiência de vida de cada um.



Dia 28 de Novembro, terça-feira,

das 19h às 21h



recebemos MIA COUTO

e

O Bebedor de Horizontes

3º vol. da trilogia moçambicana

As Areias do Imperador



Leituras paralelas sugeridas (dois primeiros vols. da trilogia):

Mulheres de Cinza

A Espada e a Azagaia



A participação na COMUNIDADE LEYA CONNOSCO está sujeita a reserva (inscrições limitadas) e pagamento (13 euros/sessão) prévios.

Para reservas e mais informações contacte: leyaconnosco@gmail.com

Os interessados estão igualmente convidados para assistir à apresentação pública de O Bebedor de Horizontes, com a presença do autor, no dia 9 de Novembro, às 18h, na Sala do Arquivo da Câmara Municipal de Lisboa (convite em anexo).



 [enviado por Filipa Melo]


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O contrato do desenhador - uma tergiversão

Um dos problemas da técnica do «contrato do desenhador» é que, em última instância, significa um retrocesso: o livro anda a reboque de uma fama que lhe é exterior, em vez do reverso. De tubarão, vira rémora. Uma das mais belas fantasias sobre o mundo do livro é que tem uma relação de autonomia com as regras do jogo social. De alguma forma (como a ideia de universidade) resiste. A universidade e o livro, instrumentos que simbolizam o saber, andam em constante desencontro com o passo da sociedade: ora mais devagar, ora mais depressa. O passo coincide também, mas essa co-incidência é até suspeita, dado que a autonomia do livro - texto que leva tempo a ser produzido e consumido - e da universidade (espaço onde o conhecimento é «sagrado», ergo fora do tempo profano) está feita para que tal não aconteça. Em teoria, o livro impõe-se à sociedade, servindo regras próprias. Na prática, não é/nunca foi assim, mas é uma ideia que ainda ilumina o mundo editorial: a de que livrarias, editoras, bibliotecas, autores, leitores, decidem - ao optar por essa estranha forma de objecto - arrepiar caminho, desobedecer às regras fátuas, fáceis e volúveis dos, por exemplo, mass media, de entusiasmo rápido e consumo ainda mais rápido.

Um livro pode passar de geração em geração e é guardado, para voltar a ler, mesmo que isso raramente aconteça. É um objecto dotado de valor - o valor que lhe é atribuído.

Quando o meio editorial cai na facilidade de parasitar o sucesso obtido noutros media não está a a criar valor - é um pouco como o especulador financeiro, nada cria, apenas manipula, e quase sempre em proveito exclusivamente próprio, como o desmantelar de empresas para mais rapidamente obter lucro. Um exemplo: a velocidade a que, sem sequer contactar o pré-texto, foi publicada uma biografia de Salvador «Amar pelos dois» Sobral, Pouco ou nada mais fazendo que a compilação do que saíra nas revistas de TV. & arredores. Há aqui interesse público? Não. Do público sim, há público para aquilo. Mas é oportunismo, não sentido de oportunidade; é preguiça, não investimento; é esperteza, não inteligência.

Agora a derradeira pergunta: é errado? Não, não é. Mas não ser errado não faz com que seja certo.

Bibliodiversidade: um prémio

Nem de propósito. Ontem, depois da aula, recebi a informação desde prémio, que vos pode interessar.
Aqui.

A Libre – Liga Brasileira de Editoras, entidade representantes das pequenas e médias editoras independentes do Brasil, em parceira com a AIEI – Aliança Internacional de Editores Independentes, tem a honra de lançar o 1º Prêmio Libre pela Bibliodiversidade, patrocinado pelas Bibliomundi Meta Solutions, empresas que trabalham seriamente pelo progresso de nosso setor editorial.
O prêmio visa congratular um ensaio inédito acerca de temas relativos à bibliodiversidade, aqui entendida como um complexo e autossustentável sistema de contar e fazer circular histórias, escrever, publicar e de outras formas de produção da oratura e da literatura, em que a palavra contribua com um ecossistema social, diversificado e saudável.
Com essa iniciativa esperamos somar forças e prática ao cadeira do livro e da leitura. Contamos com a divulgação e participação máxima de vocês.
O formulário de inscrição encontra-se no anexo I do edital do prêmio.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Proposta de Exercício para a próxima aula: sinopse deste pequeno filme

Father and Daughter (2000), de Michael Dudok de Wit. Aqui

Aula 8 (02/11) – 6. Da edição amadora à edição profissional

6.1. Autor morto, autor posto

6.2. O contrato do desenhador. Ou: A raposa e o corvo. 
Aqui. E aqui. E aqui (a partir de 2'58). Quando o que quem encomenda quer do fornecedor não é aquilo que este julga fornecer, antes outra coisa. 
Actualmente, há muitos «contratos do desenhador», uns mais honestos, outros menos. «Fui desafiado/ a». 

É uma versão diferente das editoras que aceitam publicar poemas inéditos. O poeta desconfia; querem dinheiro? Não, não queremos dinheiro. Publicaremos o seu livro

6.3. Onde/para o livro?

  • O livro e o suporte. 
  • O livro e o seu lugar social: um prestígio estranho. 
  • O livro e o seu tempo: mais gente alfabetizada, mais livros publicados, menos espaço e atenção. 
  • Bibliodiversidade e monocultura do mesmo. 
  • As micro-editoras: boas mas não são profissionais - isto é, não dão dinheiro a ganhar. E qual é o dever primeiro de uma empresa? 


6.4. Os novos marcadores: grandes grupos, escuteiros, marqueteiros

O scout.
O marketeer.  Schindler: aqui. 
O grande grupo, que transforma editoras em chancelas. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Faltam pontos no programa!

Reparei, com muita lágrima de Crocodilo Danilo, que faltam alguns pontos no programa. Tentarei colmatá-los. Aqui fica uma nota sobre a tradução.

DA IMPOSSIBILIDADE DE TRADUÇÃO
Muita gente pergunta-me como se negoceia uma tradução para outra língua, sobretudo quando há trabalho sobre a língua de partida, seja pela música ou pelas imagens ou mesmo, em alguns casos, por ataques de joyceanite aguda (e, neste caso, mecanicalaranjite com schtrumpfismos de bairro), o que complica ainda mais a coisa. Aqui fica uma pequena amostra de tentativa de explicação das nuances de um texto a fim de não tornar demasiado difícil a sua tradução, só impossível:

1. Amostra A
«(...) Eu numa zurk Kanina sa pravda né uka vou dazer: u Gargal zurkava bué das suas, atão eu imeus druks zurkámos pra zurkinar u kaxaz ó Gargal.»

Trad: Eu não me chame Canina (de pequenino, alcunha típica da minha infância e do meu bairro) se não é verdade (pravda = verdade em russo, era o jornal comunista russo) não é (né) o que vou dizer: o Gargalo (gargalo da garrafa) fazia muitas asneiras. Então eu e o meu grupo decidimos dar-lhe uma lição.

2. Amostra B
«Era a mine das mines ópois da pulhapulhisse ku nazdróvio zurkou ó Kajó. Zurkai-vos in nós xoné: onra da zonra. Onra da zonra. Navia ipótze. Tínhumos da lha zurkar u infólio, niet? Inera à manhã nem ópois, era oje, oje, ojoje.»

Trad: Era o mínimo dos mínimos (mine = gíria para sagres mini, a cerveja - ó patrão, dê-me aí uma mine) depois (ó-pois) da pulhice (maldade, sacanice, coisa chata) que o imbecil (nazdaróvio = adeus em russo, nazdrovie) fez (zurkou) ao Cajó (Carlos Jorge, diminutivo-alcunha). [Ou seja, o Gargalo fez uma maldade a um amigo deles chamado Cajó. Coisas de pequenos gangsters,] Zurkai-vos em nós xoné = ponham-se no nosso lugar (xoné = louco em gíria portuguesa, pelo sentido, mas sapato pelo som, put yourself in our shoes). [É complicado, eu sei...] Onra dasonra: honra das honras, juro que é verdade, mas há também uma brincadeira com "honra e desonra", o clássico dueto que os antropólogos identificaram, "honra e vergonha". Navia ipótze = não havia hipótese. Tínhamos de lhe limpar o sebo/dar uma lição/ uma carga de porrada. O infólio = fazer a folha, gíria para bater, lixar, tramar ou mesmo matar. Aqui o termo infólio é usado porque (para quem sabe) é in folio, de edição in folio. Inera à manhã nem ó pois = e não era amanhã nem depois, era hoje, hoje, hoje mesmo, hoje-hoje.

3. Comentário
Pois é. Dá trabalho. Um trabalho de relojoeiro, que seria facilitado se as pessoas não se metessem em avarias e escrevessem livros comagentegosta:
1) capítulos curtos (já ninguém tem paciência para ler)
2) com suspense, acção e sexo (quem lê tem de ter algum consolo)
3) usando linguagem simples, pobre mesmo (não obrigue o leitor a ir ao dicionário, deixe isso para as Agustinas)
4) debite banalidade amáveis
5) imite o que está a dar
6) sorria, está a ser filmado/a.

Um livro iluminado

Agora acessível a todos via internet. Aqui.


Foi engano, o anúncio do exame.

Blog errado. Exame para licenciatura.